Vacinação canina: principais vacinas e sua importância5 min de leitura

Vacinação canina: principais vacinas e sua importância

Os cachorros são companheiros, brincalhões, amam estar ao lado dos tutores e receber carinho, por isso não há quem resista a eles. Porém a saúde deles é bem frágil e requer muita atenção, principalmente quando o assunto é vacinação canina. Nós sabemos que garantir uma vida longa e feliz aos cachorros é o desejo de todo tutor.

Para te ajudar a entender um pouco mais sobre esse assunto e manter seu companheiro de quatro patas bem protegido, separamos as principais vacinas que não podem ser esquecidas na caderneta de vacinação.

Vacinação canina: primeira dose

Seu filhote pode receber as primeiras doses das vacinas entre 45 e 60 dias de vida. Para isso, ele precisa estar vermifugado, saudável e ter o acompanhamento de um médico veterinário de sua confiança.

Vacina múltipla ou polivalente (V8 e V10)

Cachorros também têm doenças de origem viral ou bacteriana, assim como nós. As vacinas V8 e V10 são responsáveis por imunizar o seu cão contra essas patologias e devem ser as primeiras vacinas do cachorro.

As principais doenças infectocontagiosas combatidas pela vacina múltipla ou polivalente (V8 e V10) são a cinomose, parvovirose, coronavirose, hepatite infecciosa canina, adenovirose, parainfluenza e alguns tipos de leptospirose.

No primeiro ciclo de imunização, ela é administrada regularmente. A primeira dose é aplicada entre 6 e 8 semanas de vida do filhote. As doses seguintes são realizadas com intervalo de 2 a 4 semanas, até o cachorro atingir 16 semanas. O ciclo de imunização deve ser feito pelo seu veterinário de confiança e pode ter de 3 a 6 aplicações.

Após a finalização do primeiro ciclo de imunização, é preciso manter o reforço anual com uma dose única da vacina escolhida (V8 ou V10).

Vacina antirrábica

Uma das principais e mais importantes vacinas é a antirrábica. A raiva é uma zoonose, ou seja, é transmitida dos pets para os humanos. Por atacar o sistema nervoso central, ela é considerava uma doença grave e fatal.

Apesar dela ter sido praticamente erradicada na América Latina, sendo o Brasil o país destaque nesse ranking, ainda é importante vacinar. Por isso, essa vacina é obrigatória.

Ela pode ser administrada a partir de 12 semanas de vida do pet, de acordo com a orientação do veterinário. O cronograma de vacinação é composto pela primeira dose e o reforço anual.

Vacinação canina: não essenciais

Vacinação canina: principais vacinas e sua importância
Vacinação canina: principais vacinas e sua importância

Embora não sejam essenciais, algumas vacinas poderão ser recomendadas pelos veterinários, principalmente se existem grandes riscos do seu cachorro contrair uma dessas doenças. Nesses casos, podemos incluir as vacinas contra gripe canina, giardíase e leishmaniose.

Gripe canina

Uma doença viral e/ou bacteriana que ataca o sistema respiratório. Seus sintomas se assemelham aos de uma gripe humana: tosse, espirro, coriza, febre e perda de apetite. Já em casos graves, pode evoluir para uma pneumonia.

A idade mínima para a primeira dose dessa vacina é a partir de 8 semanas de vida. Ela pode ser injetável: 2 doses iniciais com intervalo de 2 a 4 semanas; ou intranasal: dose única. O reforço é feito anualmente com uma dose única.

Giardíase

Causada por um parasita que ataca o sistema digestivo, a giardíase é um outro tipo de zoonose. Entre seus sintomas mais comuns estão: diarreia, vômito, náusea, fezes com sangue e dores abdominais.

Para a vacinar contra a giardíase, é SEMPRE necessário realizar exames de fezes antes da aplicação. A idade mínima de vacinação é a partir de 8 semanas de vida, com 2 doses iniciais e intervalo de 2 a 4 semanas.

Leishmaniose

Também conhecida como calazar, é uma doença causada por um protozoário que infecta o mosquito-palha. Após a picada do mosquito infectado, a doença afeta o sistema imunológico, ataca as células fagocitárias e pode atingir órgãos importantes como fígado e medula óssea. Os sintomas nos cães podem ser lesões na pele, emagrecimento, crescimento exagerado das unhas, febre e perda de apetite.

É uma zoonose muito grave, não tem cura e pode ser fatal, porém os cães não transmitem a doença para os seus tutores. Apenas os mosquitos-palha são transmissores do protozoário.

Ao contrário do Aedes Aegypti, os mosquitos-palha não precisam de água parada para se reproduzirem. Os ovos são depositados em matéria orgânica, principalmente em lixos. Por isso, é preciso manter o ambiente limpo para proteger o seu pet e a sua família.

A idade mínima para vacinação canina contra a leishmaniose é a partir de 4 meses, sendo 3 doses iniciais com intervalo de 21 dias entre cada uma.

Antes de realizar a vacinação contra a leishmaniose é OBRIGATÓRIO coletar uma amostra de sangue e sorologia. Consulte o veterinário.

Vacinação canina: principais vacinas e sua importância
Vacinação canina: principais vacinas e sua importância

Vacinação Canina: reforço anual

Depois de um ano, o cão precisa repetir todas as vacinações. Por exemplo: se seu cachorro tomou as vacinas antirrábica, polivalentes (V8 ou V10) e da gripe canina, ele precisa repetir essas mesmas vacinas, porém em dose única.

Reações da vacina

Assim como nós, os cachorros podem apresentar reações. As mais comuns são febre, dor no corpo e edema no local da aplicação (inchaço ou “bolinha”). Geralmente, esses sintomas desaparecem em 24 horas.

Agitação, inchaço da face e pescoço, vômitos, coceira, salivação excessiva e tremores são reações consideradas graves e, caso o animal tenha alguma delas, é preciso levá-lo imediatamente ao veterinário.

Manter as vacinas em dia é garantir uma vida-longa e feliz para o seu melhor amigo.

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